quarta-feira, 20 de novembro de 2013

DOS VENTOS QUE SOPRAM LÁ.... (Até que ponto os professores podem exercer autoridade)

Algumas posturas deveriam ser mudadas no que se referem as maneiras de como se conduzem o ensino superior na graduação de comunicólogos ou outros em questão. Determinados professores aproveitando-se ou não, de situações ,ainda tentam,mediante desgastes notórios e frequentes,se popularizarem e se auto rotularem os " mestres da comunicação ", inclusive com ameaças e imposições de seus métodos completamente fora do contexto acadêmico, no que a meu ver, não é exemplo a ninguém. Inclusive situações de cunho danoso a moral.
Como futuros profissionais da área, e do setor, convoco a todos que nos manifestemos no que tange a acontecimentos semelhantes e por uma revisão ética do abordado. Não é possível que alguns professores deliberadamente digam a que todos ouçam, que o seu nome estando em evidência(ou não) na mídia como referência,(ou seja em que curso for),sejamos obrigados a manter padrões pessoais impostos, como se ja fossemos "profissionais tarimbados" no que ainda buscamos formação. Pressuponho que se estamos em formação, o que temos que apresentar de positivo ,sejam no âmbito dos conhecimentos gerais da comunicação (AVS), e trabalhos., nos sejam sim, cobrados os acertos dentro de um padrão metodológico de ensino, e não no que o professor " queira " , nos impondo regras e situações fora de contextos, inclusive com punições, falta de reconhecimento as aplicações, Ironias, descaso em relação a conteúdo repassados e revisões, constrangimento, dentre outras coisas que não deveríamos temer em nos manifestar.
Cito também a questão corporativista que ronda pelos corredores, onde nos é alertado que não nos manifestemos ,pois de nada adiantaria, e que no " final das contas " quem perderia seríamos nós , os manifestantes do direito. Isso pra mim, configura ameaça, e se provarmos, nos seria uma vitória a bem de se exigir mudanças no que acredito, sinceramente todos querem. Atenção também aos " defensores " de seus interesses pessoais, atrelados a esses profissionais que não estão correspondendo. São aliados a eles e não nos são amigos como pensamos.
Aprendemos que como comunicólogos temos de ser éticos e imparciais.
Aprendemos que todas as formas de " ditaduras ", sejam banidas,assim como preconceito, antipatias pessoais,e indiferenças as diferenças.
Aprendemos que todo o esforço deva ser reconhecido e que uma derrota não seja motivo pra desistência.
Aprendemos que a verdade não só tem de ser dita, mais também assumida por quem erra. Inclusive por esses professores que não admitem culpa e jogam sempre a mesma nas costas dos alunos garantindo-se em respaldo de coordenação que não se propõe a sequer ouvir os alunos já os pré-julgando componentes de " panelinhas ". Panelinhas??? Muitos como eu, ja são pessoas maduras, pais de famílias, trabalhadores que por muitas vezes cansados, ainda tem de ouvir do professor , que você esta no lugar errado e que não é ou seria um bom profissional , e que seu trabalho exposto, não é o que ironicamente se previa. Já passei por vários constrangimentos nesse sentido e todos se calam garantindo a permanência da situação.

A ironia não se encontra quando questionada(o), o professor em seu erro e em não admiti-lo dizer : "...me processem, mais depois aguentem as consequências. " ??
Não estaria em dizer: "... não sei porque dou aulas ainda nesta faculdade.. " ??
Ja diz um ditado popular de quem cala consente. E eu não vou me calar e espero não estar só., nem que isso chegue aos limites e tramites legais.
Uma hora alguém perde o medo e atenta a sensatez. Não quero ter que admitir uma inversão de valores os quais a anos acredito em função de coisas e fatos que tenho visto, ouvido e presenciado em sala de aula, nas áreas livres e em " rodinhas " de colegas universitários das várias vertentes acadêmicas.
Qual o peso de nossa palavra ?
Estaríamos toda uma coletividade de opiniões e relatos equivocados e alguns pseudo- donos da verdade certos?
Que não se defenda a falta de respeito aos mestres e suas características pessoais e nem alunos que também não são nenhum exemplo de moralidade , ética ,e comprometimento.
Defenda-se sim, uma convivência pacífica e sensata entre alunos e professores, dentro dos padrões básicos exigidos. Um respeito mútuo onde não exista espaço para vaidades pessoais e imposições de pontos de vistas políticos,ideológicos e de classes. Somos todos diferentes em quase todas as coisas e isso deve ser respeitado.
Não devemos confundir a ambição de sermos melhores profissionalmente , com o achar normal, soberbamente, atropelar os outros custe o que custar. Não quero e não repasso esse exemplo a minha filha. Isso é de atitude mesquinha e antiprofissional.
Não quero ouvir em sala que onde moro é um lugar horrível, que minha situação de classe é lamentável , que meus trabalhos acadêmicos são um lixo ( e não o são)e que não merecem nem um pequeno valor agregado de reconhecimento por ter sido feito tão simplesmente em outro formato.
Não admito que meu nome seja atrelado a comparações infelizes que me causem transtornos e constrangimentos.
Não admito ironicamente na frente de toda a turma, ser comparado a um Expert no assunto, quando estou ali para aprender., e isso vindo de um professor(a), é uma tragédia. E por ser dito pelo mesmo que tenho que me adequar a isso , pois faz parte de um ambiente acadêmico. Ora,se o ambiente acadêmico repassa isso aos futuros profissionais em formação, infelizmente viveremos em um país de consolidação das impunidades, preconceitos, racismos e autoritarismo mesclado a um abuso de poder por ser em intelecto supostamente superior a tudo e a todos no que em meus 44 anos de idade não foi o que aprendi.
Enfim, deixando claro que somos responsáveis por nossas trajetórias e histórias, que busquemos nossos direitos sim, em todos os sentidos e que tenhamos nossas posições e direitos respeitados.

Marcos Carpenter Carneiro 20/11/2013

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