Sobrevivi.
Me disvencilhei das vigas e colunas em frangalhos a me pressionar sobre o
castigo da culpa, e de não tomadas de atitudes na terra que escolhi como porto
coração..terreno lixiviado demais ,que eu não percebi a tempo, e desmoronou
em
mim,junto com as estruturas cinzas do que era a nossa vida. Me levantava; e em
cada processo no qual removia as coisas que me prendiam as sequelas do acidente
de vida,reconstruia detalhes do que seriam hoje, a minha base sólida de
construção. Na dor da lágrima suja, mesclada a poeira negra do que me cobria
intensa,e no grito calado de esperanças, mais lotado de coragem,me vi liberto
do que me reteve ali...e rastejei calmo a segurança da salvação,de uma nova
chance,de um novo dia,de uma nova emoção. Aprendi que sobrevivencia e coragem
andam juntas,sempre ,como verdadeiros amantes eternos,desde que façamos deste
acreditar, não só uma regra de vida,mais uma certeza de que enquanto uma
determinação existir ,haverão luzes e focos,fendas e atalhos,mãos te ajudando e
inesperados anjos a lhe abençoar,nos fazendo acertar no caminho,na fuga do ades
intenso da escuridão,e compondo um perfil de retalhos sobrevivente da morte ,a ressurreição.
Marcos Carpenter Carneiro 5/08/2012
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