O erro
Ser humano é se sujeitar irreversivelmente a cada detalhe que há
vida há de nos impor, e cheia das suas manias, é claro, ficaria um pouco
difícil escorrer pela tangente e passar despercebidos por essa redoma
de trejeitos imposta como regras; a não ser que a vida, como todo o ser
vivente, também esteja suscetível aos erros.
Qual seria a
explicação para nossa angústia ambulante, essa fuga galopante, ou
melhor, esse medo, essa coisa que se apresenta como fantasma e se quer é
delicada, ausente de um bom dia ou aperto de mãos, que chega,
sentencia-nos e nos vitima de qualquer coisa a não ser o tão esperado
acerto? – Como bons errantes é compreensível que estejamos de
conhecimento que o erro como parte desta vida não se restringe a regras e
estabelecimentos pré-programados, e que pode sim, tomar suas variadas
formas, transformar-se, mudar de jeito, até que o que se mostre como
frágil possa tomar ares de bola dentro, genialidade ou propulsão ao
crescimento, a virtude e aos afáveis horizontes.
Embasados
nisso pode-se afirmar que o mesmo erro que pode nos tornar figuras
antiquadas ou fora do baralho é o que pode nos santificar em detrimento
de valores, costumes e importância dentro da sociedade, o ponto é, que
como comunidade, não compactuamos ou mantemos correlação imune ao modo
de enxergar, sentir e absorver da mesma maneira, intensidade e com os
mesmos olhos o que nos estar a derredor, seja lá feito como defesa ou
como protesto. O fato é, que com o erro abaixamos a guarda, o que como
bons pugilistas estamos proibidos, a não ser que seja proeminente a
alacridade que temos em lidar com o soco, sendo assim, podemos ser tidos
como uma manada de fracassados e acomodados que não se esforçam a
vitória.
Não importa como ou quando vingamos ou não o
acerto, é notável que manter méritos, na história, sempre fora visto com
bons olhos, porque o que te embarga é o erro, e se você não acerta
estará pondo-se ao destino das pedras, o que não é o caso dos “deuses”
possíveis que velejam em mares calmos de certezas, pois nesta terra o
que te faz crescer como pessoa, é a tua derrocada como cidadão de uma
política antropófaga “blindada” ao imperfeito e errante.
Percy J Carpenter
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